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Empreendimento Escola



O Empreendimento-escola caracteriza-se como uma metodologia de incubação de ecoempreendimentos solidários, na qual os beneficiários participam como aprendizes de empreendimentos autogeridos pela equipe técnica da Instituição, apropriando-se gradativamente, de forma cooperativa, das responsabilidades e competências envolvidas, durante um ciclo de atividades de educação, saúde e capacitação profissional, até atingirem o estágio adequado de autonomia sobre o empreendimento para desincubação do grupo e formação de um empreendimento próprio, podendo ser no sistema de Franquia Social.
Esta metodologia, desenvolvida pela Associação Holística de Participação Comunitária Ecológica (AHPCE), apresenta-se interessante, pois garante, após um aporte inicial de recursos, a sustentabilidade financeira do Projeto, por meio da comercialização dos produtos, garantindo assim a manutenção dos custos relativos à equipe técnica, bolsa-aprendiz, gastos administrativos, custos de produção e até o apoio para formação das Franquias dos ecoempreendimentos solidários. O Empreendimento-escola garante maior segurança e um micro-clima mais propício para formação do perfil empreendedor dos participantes, integração e amadurecimento do grupo.
Como aprendizes, os jovens devem receber uma ajuda de custo, viabilizando uma participação estável nas atividades do Projeto, nas quais todos os participantes aprendem a realizar tanto as atividades produtivas, quanto às administrativas e comerciais. A partir de um determinado estágio de evolução empreendedora dos aprendizes, sua renda passa a estar mais vinculada à viabilização financeira dos empreendimentos e o papel de cada participante no empreendimento fica definido conforme sua vocação, aptidão e interesse.
A metodologia Empreendimento-Escola começou a ser aplicada em junho de 2007 no Jd Ângela, junto ao Programa de Educação e Defesa Ambiental “Ângela de Cara Limpa” e à ONG local Sociedade Santos Mártires, através de um financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos - FEHIDRO, para formação de 3 Ecoempreendimentos Econômicos Solidários - EES com 25 pessoas cada, sendo estes: Coleta Seletiva, Reciclagem de Papel e Agricultura Urbana.
Nos primeiros 3 meses foram realizadas atividades formativas teóricas e a partir de então iniciaram-se as atividades práticas de desenvolvimento dos EES, especialmente para adequação dos espaços, infra-estrutura e equipamentos.
O grupo de Coleta Seletiva foi formado principalmente por beneficiários do CAPS-AD (Centro de Atenção Psico-Social – Álcool e Drogas), contando inicialmente com um galpão de 200m², uma Pick-Up Fiorino, uma Prensa elétrica e o acompanhamento de 2 educadores permanentes em período integral.
O grupo de Reciclagem de Papel foi formado principalmente por beneficiárias da CASA SOFIA de atendimento a mulheres vítimas da violência doméstica, contando inicialmente com uma oficina de 80m², 2 caixas, 8 telas, um balcão, uma prensa manual e um educador temporário, 2 vezes por semana.
O grupo de Agricultura Urbana foi formado principalmente por beneficiários da Moradia Assistida, um programa de internação por 1 mês para desintoxicação dos beneficiários do CAPS-AD em situações mais graves de dependência química, contando inicialmente com um terreno de aproximadamente 5.000m², algumas ferramentas, insumos e um educador permanente, 3 vezes por semana.
No início de 2008 foi realizada uma parceria com o Programa Operação Trabalho - POT, da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo, na qual os integrantes dos EES puderam contar com um auxílio financeiro mensal de 1 salário mínimo para participação das atividades práticas formativas durante 2 anos.
Neste período foi realizada também uma parceria com o Instituto Camargo Corrêa - ICC, na qual foi possível adquirir uma prensa e uma esteira para a Coleta Seletiva e construir um Ateliê de Arte-Reciclagem para formação de mais um EES, com uma turma de jovens, com assessoria por 1 ano.
Em 2009/2010 foi realizada também uma parceria com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, por meio do Fundo Especial do Meio Ambiente – FEMA e o contrato com o ICC foi renovado para fortalecer a capacitação técnica destes empreendimentos em design, engenharia de produção, gestão administrativo-financeira e comercialização.
Em 2010, com o término da bolsa pelo POT e a realização das capacitações os empreendimentos vivenciaram o processo mais intenso de estruturação e desenvolvimento.
O EES de Coleta Seletiva, que antes triava em média 6t/mês de material e gerava com isso R$ 150,00 a R$ 200,00/mês.pessoa, potencializou sua capacidade produtiva e, atualmente com 14 integrantes, tria 16t/mês e gera R$ 600,00/mês.pessoa. Além disso, adquiriu um caminhão e estabeleceu parceria com a Empresa de Limpeza Urbana de São Paulo - Limpurb, que entrega mensalmente 4 toneladas de resíduo sólido coletado pelo serviço público.
O EES de Reciclagem de Papel, que antes produzia 30 folhas/dia e gerava em média R$ 50,00/mês.pessoa, desenvolveu uma nova coleção de produtos, lançou-a em agosto na Feira Craft Design, desenvolveu um blog e material gráfico de publicidade (www.papeldemulher.wordpress.com), potencializou sua capacidade produtiva e atualmente, com 8 integrantes, possui mais de 8 clientes fidelizados, comercializa cerca de 300 cadernos que gera R$ 400,00/mês.pessoa.
O EES de Arte-Reciclagem, focado na técnica do origami, que antes não produzia nem comercializava organizadamente, definiu sua linha de produtos, está em fase final de desenvolvimento do blog e material gráfico, inseriu seus produtos na Loja Social “Roda da Cidadania”, promovida pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS, e em eventos abertos e, atualmente com 5 jovens, comercializa cerca de 150 produtos/mês e gera R$ 200,00/mês.pessoa.
O EES de Agricultura Urbana, após 2 safras de produção de pimentas e hortaliças neste ano, que gerou em média R$ 150,00/mês.pessoa, encontra-se em fase de reestruturação e planejamento com o educador, sem integrantes e produção expressiva.
No final de 2009 esta metodologia passou a ser reaplicada no Núcleo do Programa de Jovens - Meio Ambiente e Integração Social (PJ-MAIS) do Embu-Guaçu, com a atividade de plantio de mudas para neutralização voluntária de carbono por empresas parceiras.
Esta atividade já era realizada desde 2007, no entanto os plantios aconteciam como atividade formativa dos cursos, sem foco mais direto na profissionalização, e a renda era dividida por igual entre os 20 jovens, gerando em média R$ 60,00/jovem, o que não ocorria todo mês.
A partir de Novembro de 2009 foram selecionados 4 jovens com maior interesse em empenho na atividade. Estes jovens passaram a ser contratados como profissionais autônomos, no processo de incubação para formação de um EES, recebendo R$ 250,00/mês.pessoa para monitoramento e manutenção dos plantios e mais R$ 0,80 por muda nova plantada. Além disso, é oferecida uma bolsa de estudo de R$ 100,00/mês para os jovens das novas turmas, em etapa de formação na oficina Produção e Manejo Agrícola Florestal Sustentável (PROMAFS) do PJ-MAIS.
Em 2010, o EES era constituído por 5 jovens, que plantavam em média 200 mudas/mês e ganhavam R$ 600,00/mês.jovem. No 1º ano, a incubação focou principalmente a capacitação técnica produtiva; em 2011, desenvolveu a gestão administrativa e financeira, bem como a organização, critérios e regimento interno e, em 2012, desenvolverá a estruturação comercial e desincubação.

 

 



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